domingo, 9 de dezembro de 2012

22(3) Maratona de Lisboa 2012

Quando corri a minha 11ª Maratona, na capital portuguesa, tinha o dorsal 11. Curiosamente, hoje na minha 22ª Maratona, corri com o dorsal 22(3).

Tinha traçado todo o caminho até à Maratona de Lisboa. Abdiquei de outos objectivos e centrei-me na distância mítica. Tudo correu como planeado, o resultado foi a minha melhor marca na distância. É certo que foi menos um segundo do que em fevereiro, em Sevilha, mas a minha melhor marca está agora na Maratona de Lisboa (02.36.23h).

Na prova tive a preciosa colaboração dos atletas Virgílio, João Ginja, Nuno Romão e Paulo Martins, sem a qual dificilmente teria realizado este registo.

Vem agora um mês de corrida de convívio, nas tradicionais corridas de São Silvestre, em janeiro volto a treinar. A Maratona de estrada regressa em fevereiro.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

A última maratona…

Lisboa encerra o ciclo das “Maratonas de 2012”. Foram cinco as Maratonas em estrada (Badajoz, Sevilha, Madrid e Porto) que defini para este ano desportivo.
Foi na fase mais difícil que consegui o melhor resultado. Na entrada do ano sofri uma entorse na articulação tibiotársica esquerda. Disse adeus aos Abutres, Sicó e, pensava eu, à Maratona de Sevilha. Treinei com muita dor, cumprindo o plano de treinos, mas sem dizer nada à “treinadora”. A dois dias da prova penso que o melhor seria não ir a Sevilha, devido às limitações e a poder agravar a lesão. No dia da prova tudo correu bem e obtive a minha melhor marca na distância.
 Todos os Maratonistas sabem e entendem: “ A Maratona é uma prova justa”!
Domingo espero estar na partida da Maratona de Lisboa, com o objectivo chegar rápido junto de quem me espera.

Maratona do Porto 2012

Correr no Porto … Correr na cidade onde me sagrei Maratonista
Fonte (Foto Joaquim Margarido)
 
A Maratona do Porto era o principal objectivo desta fase da época desportiva. O caminho foi percorrido, com alteração das provas teste. Tinha prevista a participação na Meia de Ovar e da Moita, mas troquei por duas Maratonas de montana. Sabia que ia “pagar” a falta de ritmo no alcatrão, mas estava pronto para o desafio.

Depois de uma semana limitado, ao nível respiratório, o resto do corpo estava bem para a Maratona.
Dia da prova - Uma maratona de 46 Km!
Pela manhã lá fomos para a chegada das provas, local onde deixamos os nossos automóveis. Depois de animada cavaqueira, com a rapaziada do “Mundo da Corrida”, lá fomos de autocarro para a partida. Na viagem a Susan pergunta-me:
- Trouxeste o gel para a prova?
- Esqueci-me – Respondi.
A solução foi regressar, no autocarro da organização, para a chegada da Maratona onde tinha no carro as 3 embalagens de “gel” para a prova. Quando saio do autocarro digo ao condutor que vou demorar 2 minutos.
Após ter na minha posse a suplementação energética, corro na direção do veículo que me transportaria para a partida. Azar! Três autocarros estacionados e já nenhum ia. Eram 8,30h… a partida seria às 9 e eu estava a cerca de 4 km.
Em corrida, lá fui avenida da Boavista acima, com vento gelado de frente. A tranquilidade instalou-se quando começo a ver corredores e ouço:
- “Última Chamada para os Atletas. Devem tomar as posições atrás da linha de partida”.
Com um bom aquecimento lá entrei e passado minutos já estava em plena Maratona.
21 Maratonas de estrada
A prova correu bem, de acordo com o previsto. Uma pequena distração em Matosinhos levou-me a perder um “bom comboio”, que seria importantíssimo para dominar o vento e provavelmente obteria um melhor resultado.
Corri a minha 21ª Maratona em 2h41m e 10 s, obtive a 21ª posição na geral.